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Robôs automatizam a logística das empresas

Robôs automatizam a logística das empresas

Alibaba e Amazon investem em dispositivos capazes de levantar 500 quilos para controlar armazéns e deixar o trabalho humano focado na gestão desses espaços

Uma das maiores empresas de e-commerce do mundo, a chinesa Alibaba, investiu na presença de cerca de 100 robôs para automatizar o processo logístico de um de seus armazéns (com mais de 3 mil m2). O trabalho desses dispositivos vai desde encontrar os itens até conseguir, de fato, despachá-los aos clientes, dentro do conceito de Logística 4.0. Atualmente, esses equipamentos respondem por 70% deste trabalho, automatizando o processo, aumentando a agilidade e reduzindo custos.

Os robôs do Alibaba suportam até 500 quilos em seus carregamentos e são equipados com sensores, que evitam colisões entre eles e podem ser chamados por meio da rede wi-fi. Além disso, sua programação faz com que detectem a falta de energia, indo diretamente para as áreas de carregamento. E o melhor: 5 minutos de carga equivalem a 4 ou 5 horas de trabalho.

Em 2014, a Amazon, outro dos principais e-commerces do globo, adquiriu a Kiva Systems, especializada na construção de robôs, por US$ 775 milhões. Em uma estimativa divulgada pelo Jornal The New York Times, estima-se que a companhia conte com mais de 100 mil robôs em sua “equipe”, realizando as mais diversas tarefas, incluindo a gestão e controle de armazéns.

Cada vez mais, a força de trabalho humano está sendo direcionada para a gestão e controle desses dispositivos. Além disso, no caso da Amazon, a reposição do inventário e seu ajuste nos sistemas de gestão é função da força de trabalho dos homens.

Na matéria para o jornal americano, Martin Ford, autor do livro “Robôs: a ameaça de um futuro sem emprego”, afirmou que sem esse tipo de automação seria impossível para a Amazon funcionar “com os custos que a empresa tem e com os valores que eles oferecem aos consumidores. Seria impossível pensar em entregas em até dois dias”.

No processo desenvolvido pelo Alibaba, no momento em que uma compra é efetivada por meio do site, um desses robôs é acionado para encontrar o produto e levá-lo para uma espécie de central, onde os colaboradores identificam o pedido e começam o processo de envio. Ou seja, homens e robôs trabalhando em comunhão para garantir que as empresas mantenham a sua liderança no setor, inclusive em tecnologia.

Processo construído aos poucos

A situação vivida e observada nessas empresas – que estão no topo da cadeia dos e-commerces mundiais – ainda não é algo difundido em todo o globo. As razões para isso são simples: há grande necessidade de aplicação de recursos; um desenvolvimento de expertise para gestores e colaboradores; ajuste de processos e tarefas para que a operação seja funcional. Em outras palavras, um processo construído aos poucos.

“Para empresas de porte pequeno ou médio, é difícil imaginar que, de repente, um robô vai aparecer para auxiliar na gestão do seu estoque. Por outro lado, é preciso começar a automatização. Por esse motivo, investir em coletores de dados e leitores pode ser uma forma de iniciar este trabalho”, explica Jaime Peters Junior, um dos sócios da Bz Tech, e-commerce que atua com produtos de automação comercial.

Um estudo realizado pela Associação Brasileira de Automação mostrou que, em 2017, 87% das empresas tinham a intenção de investir em novas tecnologias ou melhorias tecnológicas. Desse total, 27% pretendiam aportar mais de 3% do faturamento – um porcentual bastante alto, visto que, em geral, a fatia destinada às áreas de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) são menores. A possibilidade de rastrear produtos com mais facilidade, tanto nos estoques quanto na entrega, é um dos propósitos de boa parte dessas companhias.

As vantagens da automação

Um levantamento da Iteris Consultoria & Software identificou que a automação está no radar de boa parte das empresas: O motivo? 87% dos ouvidos acreditam que ela pode resultar em aumento da produtividade e os colaboradores teriam mais tempo para se dedicar a tarefas que ofereçam um maior valor agregado ao negócio, algo já buscado por Alibaba e Amazon.

Em uma automatização de processos, independentemente da área, há alguns fatores a serem considerados e que se tornam críticos para que essa mudança gere mais vantagens às companhias. Sete em cada dez interpretam que a automação é negociada pela falta de um fluxo de trabalho estabelecido.

Alguns fatores tornam essa tarefa ainda mais complexa, caso dos acordos de nível de serviço e os controles de qualidade estabelecidos pelo próprio negócio (67% de menções) e os requisitos legais, como o descumprimento de leis, o que pode resultar em penalidades para as empresas (77%).

“A tecnologia é parte importante deste processo. No entanto, os processos e o fluxo de trabalho precisam ser desenhados e pensados para simplificar a automação comercial e os resultados. Caso contrário, os investimentos podem ser desperdiçados”, explica Peters Júnior, ressaltando a importância de as companhias estabelecerem métricas para mensurar o retorno das tecnologias desenvolvidas.

 


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